sexta-feira, 8 de abril de 2011

Depoimento de Maria Amélia Teles, Jarbas Marques e Rose Nogueira exibidos ao final dos capítulos da novela Amor e Revolução

Amor e Revolução foi uma telenovela brasileira produzida e exibida pelo SBT cuja estreia foi em 5 de abril de 2011. Escrita por Tiago Santiago, com colaboração de Renata Dias Gomes e Miguel Paiva e com direção de Reynaldo Boury, Luiz Antônio Piá e Marcus Coqueiro e produção-executiva de Sérgio Madureira. É uma obra representativa na história da teledramaturgia do país por ser a primeira telenovela a ter a ditadura militar brasileira como parte central de seu enredo e a exibir um beijo entre duas pessoas do mesmo sexo.
A ditadura militar é o "eixo" principal da trama, segundo o autor, mostra a revolução que aconteceu no país entre os anos 60 até o final dos anos 80, envolvendo a moda, a música, a chegada da televisão na vida da família brasileira e vários outros aspectos que mudaram ao longo desses anos, e o título da novela, Amor e Revolução é correspondente ao amor de Maria Paixão e José Guerra, fora o romance das outras personagens. Foram investidos mais de 25 milhões de reais na produção da telenovela.
Ao final de cada capítulo da novela "Amor e Revolução", eram mostrados depoimentos das pessoas que viveram aquela infeliz realidade, sendo torturados pela repressão do regime militar.
Na sequencia você poderá conferir os depoimentos de Maria Amélia Teles, Jarbas Marques e Rose Nogueira, que foram os participantes dos três primeiros capítulos.

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Debate realizado no fórum do grupo Documento Ditadura no facebook
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José Bazilio Moreira Júnior - Acho que o mínimo é chegar esses depoimentos à sociedade, pois tem muitos jovens que sua consciência sobre esse passado ainda não está formada/construída, pois a "liberdade" e a "facilidade" que temos hoje, devemos aqueles que resistiram e sofreram para termos o mínimo de "democracia" que temos hoje.
Dagmar, acho que é importante isso ser passado na mídia para a geração que não sofreu com isso, e assim dar mais valor nas coisas, e claro, lutar por elas se for preciso. Agradeço novamente por ter postado em seu blog, depoimentos emocionantes.
Ana Clara Conceição Furtado - Muito brutal! Vocês viram que na sexta foi o coronel Curió e o ministro Jarbas Passarinho quem falaram?? Acho q o SBT colocou o depoimento deles só pra dizer que deu voz ao "outro lado". Porque, ainda bem, estamos vendo o lado que eles estão privilegiando.
Lara Gomes Oliveira - No depoimento daqueles MILITARES: Eu desliguei a TV Clarinha. Me recuso ver qualquer absurdo que justifique aquelas atrocidades. Sem lenço sem documento
Joelson Mdz - ALGUÉM PODE ME DIZER O Q ERA ESSE BATISTÉRIO Q ESTÁ FALANDO NA NOVELA?
Ana Clara Conceição Furtado - É batisteri. É o nome de um dos guerrilheiros famosos que eles estão perseguindo. Faz par romântico com a Lúcia Veríssimo. Larinha, é verdade. Dá vontade de desligar mesmo. Mas vejo porque, mesmo sabendo o quanto o outro lado tá completamente errado, devemos ouvi - los para não sermos taxados de injustos.
Ana Clara Conceição Furtado - Batistério é a certidão de Batismo da Igreja Católica hihi. Vocês Repararam que a família do General se chama Guerra e a da família da Maria é Paixão Sugestivo não?
Joelson Mdz - Ah! ok, muito obrigado pela informação e correção. É verdade Ana, bem sugestivo!
José Bazilio Moreira Júnior - É verdade, como a novela tem que ser neutra e também ter cuidado a não usar os nomes reais, elas colocam esses jogos de palavras, que queira ou não, colocam a posição contra o regime. Não aguentei também assistir os depoimentos do Jarbas Passarinho e do Curió ontem, é de se revoltar mesmo.
Joelson Mdz - O que eles falaram? vi a novela hoje, havia esquecido nos outros dias.
José Bazilio Moreira Júnior - O depoimento do Jarbas já era de se esperar essa pessoa fria, mas o Curió com lágrimas nos olhos, pra quê essas lágrimas? Talvez queira tocar o grupo social que é acostumado a assistir novelas sensacionalistas, mas acho que o trabalho desenvolvido na novela está sendo ótimo. Mostrando que independente de tudo, usar da força para dominar o "problema" é inaceitável.
Joelson Mdz - Afinal, eles dois prestam ou não? fingiram ou não? o q fizeram de mal ou não?
José Bazilio Moreira Júnior - Os dois são militares e apoiaram o golpe de 64, e como você viu, defende o golpe como os outros, jogam a culpa da tortura nas costas dos subversivos.
Joelson Mdz - Eu vi, entendi a posição deles no final, nojentos esses vermes ainda estão por aí...
José Bazilio Moreira Júnior - Com certeza é revoltante, e porque será que não criticam o outro lado como o Jarbas mencionou? porque o mínimo de bom senso que a pessoa tenha, já terá a conclusão que torturar uma pessoa é inaceitável. E agora o Curió dizer que o abuso foi muito leve? Teria que ter colocado ele no pau de arara. Essas lágrimas de crocodilo não vai comover ninguém, espero. Tem muitos soltos por aí ainda, vivos, como foi mostrado no documentário da TV Brasil, mas acho que os da geração que não vivenciou que são o problema maior.
Valquíria Prochmann - Rose Nogueira é uma guerreira com uma linda história de resistência e de luta. Deixo meus agradecimentos a ela por tudo o que passou e pelo símbolo de dignidade que nos deixou.
Reginaldo Barbosa - Temos que expor,as pessoas acham esses absurdos tão distantes e pequenos .A linguagem televisa os tornam próximos às novas gerações e faz com que entendam nessa proximidade isso possa acontecer de novo e façam as suas reais escolhas distinguindo as posições. Que sofreram por nós
Valquíria Prochmann - E ainda pensam que esta história faz parte do "passado", que deve ser "esquecida" e que aqueles que pensam diferente são "revanchistas". A luta pela democracia deve ser colocada no seu devido lugar. É preciso apurar, abrir os arquivos, ouvir as pessoas que foram reprimidas e punir os torturadores. Estas pessoas precisam ter nomes.
Joelson Mdz - Algo muito maior e mais sério deve ser feito para mudar uma visão errada daquele período; errada no sentido de que ninguém sofreu tortura ou que esta foi branda, de que os guerrilheiros eram terroristas. A cada publicação fico mais revoltado.
Valquíria Prochmann - Partilho de tua revolta. A "ditabranda" é uma versão da época que foi consolidada pela imprensa e repetida pela história, em comparação com os demais morticínios ocorridos na Argentina e no Chile. Sinceramente, precisamos fazer algo para que nossos professores tenham consciência do que aconteceu e possam trabalhar com nossos alunos de forma crítica este período.
Joelson Mdz - Eu já me prontifiquei a faser um grande trabalho sobre o assunto e uma tese; e quero no ano de 2014 fazer um grande evento virtual para a memória desse fato na nossa história, em que se completará 50 anos do golpe militar.
Valquíria Prochmann - E não se consolida uma democracia sem resgatar a história deste país.


Um comentário:

  1. Rs, Idiota é quem pensa que "eles" sofreram por nós.... Devemos mesmos fazer uma coisa: Mandar para a cadeia todos que se execederam e tb acho uma graça achar que os subversivos dos anos 60/70 eram flores que se cheira, muitos eram criminosos, assim como muitos outros crimonosos tb estavam na forças armadas e na forças auxiliares, não deveria haver anistia para ninguém, todos deveriam assumir seus atos e atitudes e pagar sim na cadeia como todo cidadão criminoso.... sem essa de anistia, pergunto, se alguém sabe responda> quem se deu bem até hoje? Vejam os fatos reais, muitos criminosos ditos "subversivos" encheram-se de populdas contas bancárias... e do lado militar tb... no mais os únicos não beneficiados foram os trabalhadores, pois os mesmos só tinham uma preocupação: o trabalho e os estudos.

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“Este é tempo de divisas, tempo de gente cortada. É tempo de meio silêncio, de boca gelada e murmúrio, palavra indireta, aviso na esquina.”
Carlos Drumond de Andrade