segunda-feira, 7 de novembro de 2011

Goleiro do milésimo gol de Pelé será julgado por crimes de ditadura

Via Será o Benedito?


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Entidades de Direitos Humanos da Argentina denunciavam a atuação do ex-atleta na repressão | Foto: Reprodução
O ex-arqueiro argentino Edgardo Andrada, que atuou no Vasco da Gama nas décadas de 1960 e 70, é acusado pelo sequestro e morte de dois militantes montoneros, Osvaldo Cambiasso e Eduardo Pereyra Rossi, em 1983. Andrada deverá prestar depoimento ao juiz federal de San Nicolas, Carlos Villafuerte Ruzo, na próxima quarta-feira (9). Andrada ficou notabilizado por levar o gol mil de Pelé, de pênalti, em 1969, num duelo entre Vasco e Santos no Maracanã.
O ex-goleiro iniciou a carreira no Rosário Central onde jogou por quase uma década e chegou a jogar pela Seleção Argentina. Em seguida, teve carreira exitosa pelo Vasco, clube pelo qual jogou por oito anos. Ainda passou pelo Vitória da Bahia e pelo Colón de Santa Fé. Ao acabar a carreira, se tornou “personal civil de inteligência” da repressão argentina.
Há testemunhas de que ‘Antelo’, codinome de Andrada, participou da ação que vigiou e capturou os dois montoneros no Bar Magnum, em Rosario. Entidades de Direitos Humanos da Argentina denunciavam há bastante tempoa atuação do ex-atleta na repressão. Até esta semana Edgardo Andrada ainda atuava na comissão técnica das categorias de base do Rosario Central. Na última quarta-feira (2), o presidente do clube, Julio Colabianchi, declarou que Andrada pediu para deixar o cargo. “Andrada renunciou, já tem substituto e é mais saudável para o Rosario Central”, declarou o dirigente.
Andrada não é o único acusado pelo sequestro e morte dos dois montoneros. Vários repressores civis e militares estão sendo acusados e deverão depor à Justiça, inclusive o general Reynaldo Bignone, que era ninguém menos que o presidente da Argentina quando foram cometidos estes crimes.
Com informações de La Capital e Tiempo Argentino
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Existe aí uma história que ainda não foi revelada, ou investigada de uma forma competente. Ou por desleixo, para não mexer num vespeiro. Vamos lá. Eurico Miranda era torcedor do Fluminense, frequentava o clube e trabalhava como vendedor num...a revenda da Volkswagen. Por intermédio dessa empresa a ditadura chegou ao Vasco e levou Eurico - ávido de dinheiro e poder - e junto com ele o técnico/delegado Antônio Lopes, o preparador físico delegado que o nome agora me escapa, além de algumas figuras sinistas - empresários ligados ao clube -. Funcionou ali um esquema de informações, de lavagem de dinheiro, enfim, vamos dizer assim - um aparelho da ditadura. Não me lembro a época de Andrada, o ano com precisão, até porque Eurico era diretor de somenos importância, mas influente em algumas questões, os objetivos que o levaram ao Vasco. O clube não tem nada a ver com isso, lógico, mas seus dirigentes serviram à ditadura militar e foram colaboradores de fatos sinistros.
Marco Lisboa:
O Honestino Guimarães era torcedor fanático do Vasco e não perdia jogos, mesmo na clandestinidade. A Beija-Flor de Nilópolis teve um impulso muito grande na ditadura, com seus enredos ufanistas. No Rio Grande do Sul havia um ex-jogador (ach...o que do Inter), apelidado de Pedalada que se tornou inspetor do DOPS e participou do sequestro do casal Lilian e Celiberti. O Real Madri era o time da família real espanhola e na época de Franco era muito favorecido. As ditaduras conseguem manchar tudo o que tocam, inclusive a arte, a cultura e as manifestações populares.

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“Este é tempo de divisas, tempo de gente cortada. É tempo de meio silêncio, de boca gelada e murmúrio, palavra indireta, aviso na esquina.”
Carlos Drumond de Andrade