domingo, 11 de dezembro de 2011

Ossos da ditadura.


Um ex-administrador do cemitério Parelheiros-SP admitiu ao MPF que o subsolo da administração era na verdade um ocultador de ossos da ditadura. O MPF paulista a bom tempo procura encontrar os cadáveres ocultados durante a era de chumbo. Nossas Forças Armadas repleas de homens e mulheres dignas são motivo de orgulho a nação, todavia, uma cúpula predominantemente ultraconservadora, complacente e antidemocrática persiste em manter a conduta de outrora - lançar nossa história na escuridão, ferindo de morte a dignidade humana e tratando nacionalistas como inimigos eternos. O que o povo precisa é conhecer de sua história e se orgulhar daqueles que tombaram na construção da democracia - do mundo que hoje conhecemos, certamente bem melhor do que os anos de repressão onde a lei do manda quem pode e obedece quem teme a morte, valia mais. Hoje não temos mais gente daquela época no poder. É certo que ainda subsistem poucos - algo em extinção. Mais neste estado onde o bem superou o mal através da morte de nossos heróis da luta contra a espúria e tirana ditasuja, vemos luzes ao fim do túnel, aos poucos a democracia toma forma e força, e, quem sabe de agora por diante, mais e mais pessoas possam ter a coragem de erguer o braço e falar bem alto: "Posso ajudar a aplacar a dor de tantos familiares que não tiveram a chance em sepultar seus filhos!". 

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“Este é tempo de divisas, tempo de gente cortada. É tempo de meio silêncio, de boca gelada e murmúrio, palavra indireta, aviso na esquina.”
Carlos Drumond de Andrade