quarta-feira, 16 de maio de 2012

Torturador de Dilma é alvo de “escracho”, mas segue vivendo impunemente


torturador dilma rousseff
Torturador de Dilma vive hoje tranquilamente
em sua residência no Guarujá
No presídio de Tiradentes e na sede do DOPS paulistano, Dilma foi submetida ao pau de arara, palmatória e choques elétricos. Uma vizinha atual de Maurício Lopes Lima afirmou que conhecia as atividades do tenente-coronel reformado, mas nunca quis manifestar-se por medo.

Por volta das 10h desta segunda-feira, 14, aconteceu o “escracho” contra o tenente-coronel reformado, Maurício Lopes Lima, em frente a sua residência no Guarujá. O ato foi organizado pelo Levante Popular da Juventude e fez parte de uma ação coordenada com outros estados brasileiros, com o objetivo de trazer à tona atrocidades cometidas durante a ditadura e pressionar o poder público para que os responsáveis sejam punidos.
Munidos de cartazes, pichações, faixas, imagens desenhadas e pintadas no asfalto da rua, os manifestantes deixaram claro que naquele endereço mora um torturador. Também foram distribuídos panfletos na vizinhança com a foto do militar e a descrição dos crimes cometidos por ele.
O militar da reserva chefiou equipes da OBAN (Operação Bandeirantes) e do DOI/Codi (Departamentos de Operações de Informação dos Centros de Operações de Defesa Interna). Lopes também é acusado de comandar as torturas que a presidenta Dilma Rousseff sofreu em 1970. No presídio de Tiradentes e na sede do DOPS paulistano, Dilma foi submetida ao pau de arara, palmatória e choques elétricos.
Em depoimento escrito clandestinamente na prisão, em 1970, o preso político Frei Tito, na época com 24 anos, relata como se deu o seu encontro com o militar. “Fui levado do presídio Tiradentes para a “Operação Bandeirantes”, OB (Polícia do Exército), no dia 17 de fevereiro de 1970, 3ª feira, às 14 horas. O capitão Maurício veio buscar-me em companhia de dois policiais e disse: “Você agora vai conhecer a sucursal do inferno”. Algemaram minhas mãos, jogaram me no porta-malas da perua. No caminho as torturas tiveram início: cutiladas na cabeça e no pescoço, apontavam-me seus revólveres”.
Uma vizinha de Lopes afirmou que conhecia as atividades do tenente-coronel reformado, mas não quis manifestar-se por medo.
 
O site do Levante Popular da Juventude publicou uma matéria com a cobertura do ato e republicou uma entrevista da presidenta Dilma Rousseff, concedida em 2003 ao jornalista Luiz Maklouf Carvalho, da Folha de S.Paulo, sobre as torturas sofridas por ela na ditadura.

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“Este é tempo de divisas, tempo de gente cortada. É tempo de meio silêncio, de boca gelada e murmúrio, palavra indireta, aviso na esquina.”
Carlos Drumond de Andrade