quinta-feira, 19 de maio de 2011

Comissao Anistia CEARÁ Informa

e: Associação 64/68 Anistia Data: 19 de maio de 2011 12:39
Assunto: GOLPE MILITAR - DITADURA - ANISTIA - MEMÓRIA - COMISSÃO DA VERDADE em debate nessa sexta



GOLPE MILITAR - DITADURA - ANISTIA - MEMÓRIA - COMISSÃO DA VERDADE

Tudo isso e mais estarão em debate nessa sexta-feira (20), a partir das 10:00 horas da manhã, na Faculdade de Direito da Universidade Federal do Ceará, como parte da programação da Semana do Direito.

Desde segunda feira os alunos daquele curso e o público em geral estão tendo a oportunidade de conhecer um pouco dessa história, com a exposição de fotos e documentos da época.

Na mesa dos debates, entre outros convidados, estarão presentes os irmãos Pedro e Mário Albuquerque, que pagaram com prisões, exílio e tortura a decisão de enfrentar a ditadura.

Pedro de Albuquerque Neto - Estudou no Liceu do Ceará, onde iniciou sua militancia social e política. Na Faculdade de Direito, onde ingressou em 1965, integrou a diretoria do Centro Academico e foi vice-presidente do DCE. Preso no Congresso da UNE de Ibiúna-SP, foi expulso da faculdade pelo Decreto 477. Com a edição do AI-5 (13.12.68), entrou para clandestinidade, junto com sua então esposa, Tereza Cristina. Integrou o movimento guerrilheiro na região do Araguaia-PA. Preso em 1972, passou quase um ano desaparecido, nas mãos dos órgãos de tortura da ditadura. Sua primeira filha nasceu nesse período, só vindo a conhecê-la quando foi pro exílio no Chile, em 1973. Com o golpe militar chileno, exilou-se no Canadá, onde graduou-se em Sociologia e onde foi pai de mais dois filhos. Retornou ao Brasil com a anistia de 1979. Teve pedido de reintegração ao curso de Direito, negado, só logrando êxito em 2004. Atualmente cursa doutorado na Universidade de Ottawa-Canadá e é professor da Universidade de Fortaleza-Unifor. Fundador do Instituto Equatorial de Cultura Contemporânea (anos 80/90), foi candidato a deputado e governador.

Mário Miranda de Albuquerque - Estudou nos colégios 7 de Setembro, Capistrano de Abreu e Liceu do Ceará. Ingressou no movimento estudantil secundarista a partir de 1965, integrando diretoria de gremios e a seguir a diretoria do extinto Centro dos Estudantes Secundaristas do Ceará, do qual foi presidente em 1967. Também com o AI-5 entrou para a clandestinidade, junto com sua então esposa Vera Rocha Pereira (banida do Brasil em 1970). Em 1971 foi preso em Recife e só ganhou a liberdade com a anistia política, em 1979. Atualmente é Conselheiro da Comissão Federal de Anistia (Ministério da Justiça), Presidente da Comissão Especial de Anistia Wanda Sidou (Governo do Estado) e presidente-licenciado da Associação 64 / 68 - Anistia, da qual foi um dos fundadores.


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Carlos Drumond de Andrade