terça-feira, 7 de junho de 2011

Onde foi que vocês enterraram nossos mortos?

LIVRO
Onde foi que vocês enterraram nossos mortos?



Aluízio Palmar

Primeiro livro de Aluízio Palmar, Onde foi que vocês enterraram os nossos mortos? trata de uma obsessão de 26 anos: descobrir onde estariam os restos mortais de seis militantes de esquerda desaparecidos durante o regime militar. “Às vezes penso que essa idéia fixa era movida pela curiosidade de saber como teria sido minha morte caso eu tivesse aceitado o convite do ex-sargento Alberi Vieira dos Santos para me integrar àquele grupo. Somado a isso está o remorso por não ter avisado àqueles companheiros sobre o meu pressentimento de que eles estavam sendo levados para uma armadilha”, confessa Palmar. Amplamente documentado, o livro acompanha todo o processo de pesquisa do autor ao longo dos anos.
"Em sua trajetória, Palmar relata a extinção da Vanguarda Popular Revolucionária (VPR) e o nascimento do primeiro Movimento Revolucionário 8 de Outubro (MR8), que simbolizam o começo e o fim da resistência armada durante os anos de chumbo"
Gazeta do Povo, 24/10/200

Resenha
Onde enterraram nossos mortos?
Marcio Renato dos Santos
Há 26 anos Aluízio Palmar tem uma obsessão: encontrar os corpos de seis companheiros. Desde 1979, quando voltou do exílio, Aluízio Palmar — líder da Dissidência Comunista, fundador e líder do Movimento Revolucionário 8 de Outubro (MR8) — se mobiliza a fim de localizar os restos mortais de Onofre Pinto, Joel José de Carvalho, Daniel de Carvalho, José Lavéchia, Vítor Ramos e Enrique Ruggia.De 1979 para cá, Aluízio Palmar, mesmo enredado em atividades e compromissos profissionais, encontra tempo para vasculhar documentos, entrevistar pessoas, enfim, reunir provas e investigar o assunto. Em 2001 uma informação motivou escavações em Nova Aurora, no Oeste do Paraná. Não foi encontrado nada. A pista era falsa. Recentemente, surgiram outros dados. Verossímeis. Em maio deste ano ele e uma equipe de 28 pessoas entraram no Parque Nacional do Iguaçu. Agora, parece, falta pouco. Detalhes dessa busca, que revela um pedaço da história recente de nosso País, estão nas mais de 300 páginas de Onde enterraram nossos mortos?, de Aluízio Palmar. O livro sai ainda em 2005 com o selo da Travessa dos Editores.
Aluízio Palmar nasceu em 1943, no município de São Fidélis, região Norte do Rio de Janeiro. Desde pequeno acreditou ser possível construir um mundo mais justo. Para ele, o caminho era o socialismo. Ingressou no Partido Comunista Brasileiro (PCB). Atuou no Programa Nacional de Alfabetização (PNA). Posteriormente, aderiu à luta armada. No final dos anos 60 se instalou na região de Foz do Iguaçu. Mas, para Palmar, não houve guerrilha, nem revolução, nem utopia. Ele foi preso em 1969.
Aluízio Palmar nasceu em 1943, no município de São Fidélis, região Norte do Rio de Janeiro. Desde pequeno acreditou ser possível construir um mundo mais justo. Para ele, o caminho era o socialismo. Ingressou no Partido Comunista Brasileiro (PCB). Atuou no Programa Nacional de Alfabetização (PNA). Posteriormente, aderiu à luta armada. No final dos anos 60 se instalou na região de Foz do Iguaçu. Mas, para Palmar, não houve guerrilha, nem revolução, nem utopia. Ele foi preso em 1969.
Aluízio Palmar nasceu em 1943, no município de São Fidélis, região Norte do Rio de Janeiro. Desde pequeno acreditou ser possível construir um mundo mais justo. Para ele, o caminho era o socialismo. Ingressou no Partido Comunista Brasileiro (PCB). Atuou no Programa Nacional de Alfabetização (PNA). Posteriormente, aderiu à luta armada. No final dos anos 60 se instalou na região de Foz do Iguaçu. Mas, para Palmar, não houve guerrilha, nem revolução, nem utopia. Ele foi preso em 1969.
De Foz do Iguaçu para Curitiba, e depois para o Rio de Janeiro. Fez uma peregrinação por quartéis e presídios. Conheceu os porões da ditadura. Sofreu variadas torturas. Até ser banido do território nacional no dia 9 de janeiro de 1971, ocasião em que foi trocado por Giovanni Enrico Bucher, então embaixador da Suíça no Brasil.
Em Onde enterraram nossos mortos?, Aluízio Palmar relata — em primeira pessoa — sua trajetória, que se confunde com a luta da esquerda brasileira durante os anos de chumbo. Ele traz várias revelações. Por exemplo: de 1974 a 1979 viveu com outra identidade em território argentino — e ninguém sabia do paradeiro. Os jornais Folha de S. Paulo e O Globo noticiaram que Aluízio Palmar estaria morto. Os arapongas tinham certeza de que ele estaria em algum lugar do continente europeu. Mas, em Resistência, na Província de Chaco, no Norte da Argentina, montou uma fábrica de soda. Era uma fachada burguesa — viabilizada por meio de expropriação. “A organização descobriu que na casa de Anna Gimel Benchimol Capriglione, uma amante do Adhemar de Barros, ex-governador de São Paulo, havia um cofre com US$ 2,6 milhões, mais documentos do jogo de bicho etc. Fomos lá e levamos o cofre”.
No entanto, a revelação maior, registrada no livro, foi a descoberta de uma pessoa que presenciou o assassinato dos companheiros. “Não posso revelar o nome. Mas foi a grande descoberta. Trata-se do motorista que conduziu os exilados até o local em que eles foram mortos”.
Aluízio Palmar, que hoje vive em Foz do Iguaçu, se guiou pela intuição durante essa busca. E, contando também com o inesperado, avançou muito. Agora, sente que pode, finalmente, vir a ter a resposta para a pergunta que o acompanha há tanto tempo: Onde enterraram nossos mortos?
IDÉIAS: Quando o senhor se deu conta de que alguns companheiros haviam desaparecido?
Aluízio Palmar: Em 1979 começamos o “confere”. Ou seja: passamos a conferir quem estava vivo, ou não. No meu “confere” havia seis desaparecidos.
IDÉIAS: Quem eram eles?
AP: Onofre Pinto, Joel José de Carvalho, Daniel de Carvalho, José Lavéchia, Vítor Ramos e Ernesto Ruggia.
IDÉIAS: Quais suas reações diante do desaparecimento?
AP: Um dia, em 1979, me lembrei de que em determinada ocasião eu saí da fronteira e fui até Buenos Aires fazer um contato. Estava esperando a hora do encontro, e matava tempo caminhando no centro da capital da Argentina. De repente, vi o Onofre Pinto conversando com o Albery Vieira dos Santos. Então, na hora do “confere” me lembrei de ter visto os dois e, como sempre fui desconfiado, senti cheiro de coisa muito esquisita.
IDÉIAS: O Albery Vieira dos Santos era suspeito?
AP: Nunca confiei nele. Não desconfiava de que ele fosse um policial disfarçado. Achava que era uma pessoa sem formação ideológica, um aventureiro. Tanto que quando ele me viu, me seguiu e, em um café, falou: “Escuta, Aluízio: eu sei que você está montando uma estrutura. Podemos somar? O que acha?”. Me contou que também estava com uma estrutura em determinada região e que o Onofre Pinto já estaria dentro do esquema dele. Respondi que a idéia era interessante, mas preferi confirmar mais tarde. Marcamos um encontro para a noite. Na realidade, após a conversa, abandonei o hotel em que estava hospedado, subi em um ônibus e sumi.
IDÉIAS: O encontro com ele era uma armadilha?
AP: Se era armadilha eu não sabia, mas, caso não fosse, eu estaria entrando em uma aventura. Não havia mais sentido continuar com a luta armada. O Salvador Allende havia caído, a organização acabara, enfim: toda a esquerda estava desativada. Então, fui, junto com minha família, para Resistência, na Província do Chaco, no Norte da Argentina. Me estabeleci com uma fachada burguesa. Montei uma fábrica de soda e um depósito de bebidas.
IDÉIAS: A fachada funcionava?
AP: Sim. Eu, mesmo com dois empregados, estava à frente de tudo. Administrava, distribuía, dirigia o caminhão, descarregava etc. Fiz amizade na região. Conhecia todo mundo. Eu era o rei do bairro. Quando tomava mais de uma garrafa de vinho, falava bobagem, mas minha mulher me cutucava e eu ficava quieto.
IDÉIAS: De onde veio o dinheiro para manter essa fachada?
AP: O dinheiro era da organização.
IDÉIAS: De onde a organização captava esse dinheiro?
Expropriação de bancos. No meu caso, o dinheiro veio direto do cofre do Adhemar de Barros.
IDÉIAS: Por qual caminho?
AP: A organização descobriu que na casa de Anna Gimel Benchimol Capriglione, uma amante do Adhemar de Barros, ex-governador de São Paulo, havia um cofre com US$ 2,6 milhões, mais documentos do jogo de bicho etc. Fomos lá e levamos o cofre. Dividimos o dinheiro. E graças a essa fachada burguesa eu sobrevivi de 1974 a 1979, período em que eu estava sendo procurado no Brasil.
IDÉIAS: O exército brasileiro não descobriu nenhuma pista desse esconderijo?
AP: Não. A repressão pensava que eu estava em Misiones. Encontrei, posteriormente, um relatório em que um araponga garantia que eu estaria na Dinamarca. Eu era procurado mas ninguém suspeitava de que eu estava em Resistência, na Província do Chaco. Nem meu pai, nem minha mãe, nem minha sogra, nem ninguém da família. O e já haviam noticiado a minha morte.
IDÉIAS: E a repressão na Argentina?
AP: Era pior do que no Brasil. Um dia, como não poderia deixar de ser, me descobriram. Mas eu não estava em casa. Havia ido ao banco. Chegaram e pediram os documentos. Minha mulher, a Eunice, beliscou as crianças, que abriram um berreiro. Ela disse que eu havia ido ao banco carregando todos os documentos. Minha esposa fala espanhol sem sotaque. Os militares foram embora mas avisaram que iriam voltar. Quando chego em casa, a surpresa: minha mulher havia raspado todo cabelo. Passou a navalha. Era uma promessa para que eles não voltassem. Então, ela me contou o que se passou. A situação na Argentina estava muito difícil. Abandonei aquele lugar e voltei ao Brasil.
IDÉIAS: Então, desde seu retorno ao Brasil, em 1979, o senhor tem se ocupado da busca desses seis companheiros desaparecidos?
AP: De certa forma, sim. Retornei em 1979 e me fixei em Foz do Iguaçu, onde trabalhei em jornais, entre os quais em o Nosso Tempo, além de ter atuado na Prefeitura de Foz do Iguaçu.
IDÉIAS: Mas o senhor, mesmo não agindo na busca dos desaparecidos, sempre, pelo menos em pensamento, vem se ocupando com o assunto?
AP: Sim. Eu procurava na região mas daí alagaram para fazer o Lago de Itaipu. Eu pensava: “se estavam na região, agora, com o Lago, não tem mais jeito”. De 1993 para cá as buscas se tornaram mais constantes. Mas nada muito consistente. Até que em 2001 uma pessoa ligou para minha residência. Não dizia o nome e se anunciava como um antigo companheiro do MR8. Eu estranhava porque conhecia todo mundo. Uma noite, essa pessoa ligou e se anunciou como um agente do exército, que havia trabalhado na repressão e que sabia onde estavam os desaparecidos.
IDÉIAS: Vocês se encontraram?
AP: Essa pessoa queria me encontrar em Curitiba. Mas eu não podia sair de Foz do Iguaçu de uma hora para outra. Então, liguei para alguns conhecidos. Consegui falar com o Vitório Sorotiuk. O Vitório sugeriu que o sujeito escrevesse as informações, colocasse o envelope embaixo da porta do escritório dele, na galeria Asa. Mas o sujeito queria fazer contato pessoalmente. Telefonei para o José Carlos Mendes, que se colocou à disposição. Então, avisei para o sujeito que ele poderia se encontrar com o Mendes em um bar na capital. Eles conversaram. O sujeito passou a localização da cova: em um campo de aviação em Nova Aurora, no Oeste do Paraná.
IDÉIAS: Qual foi sua atitude diante da informação?
AP: Procurei o Nilmário Miranda, então deputado federal, e fomos para Nova Aurora. Levamos especialistas em geofísica e antropologia forense, de universidades brasileiras e do exterior. Foram feitas escavações. Não foi encontrado nada.
IDÉIAS: Era uma pista falsa?
AP: Mais tarde, cheguei à conclusão de que foi uma atitude tomada para me desviar da localização dos corpos. Em Nova Aurora tinha sim um campo de pouso onde havia uma base do exército. Algumas pessoas foram presas naquele local. Na informação errada havia um contexto real. Mas desviou minha atenção e tirou credibilidade da busca. A imprensa nacional cobriu a ação, que não deu em nada. A situação ficou ruim.
IDÉIAS: Mas a busca continuou.
AP: 2001, 2002, 2003, 2004. A busca continuou. Não houve mais nada. Em junho de 2004 eu me mudei para Capanema, no Sudoeste do Paraná, para trabalhar em uma campanha política. Um dia, um companheiro que vive na cidade de Braga, no Rio Grande do Sul, me telefonou. Disse que havia uma pessoa que poderia dar informações. Viajei para lá. Fui apresentado ao Mil Tragos. Ele passou a ser conhecido assim porque, ao ser indenizado pela Anistia, a primeira atitude que teve foi fazer um acordo em um boteco: pagou o equivalente a mil tragos. Trata-se do Realdo. Ele me deu a localização do sítio onde o Albery levou o pessoal...
IDÉIAS: Então aquela conversa de Buenos Aires...
AP: Era uma armadilha. Procurei o sítio, na região, e localizei a família do Albery. Eu estava a falar com a tia do Albery e, subitamente, surgiu um rapaz. Estava furioso. Bravo. Era o filho da mulher com quem eu conversava. Pediu meus documentos. Ele disse para a sua mãe não conversar comigo, que o melhor a fazer era não falar sobre desaparecidos... Esquentou, né? O rapaz sabia do que se tratava. Mostrei as fotos dos desaparecidos. Ele reconheceu. E ficou nervoso. Saiu. Horas depois, voltou. Estava mais calmo.
IDÉIAS: E então...
AP: Ele disse que um dia o tio dele, o Albery Vieira dos Santos, levou para o sítio um grupo de exilados. Esses exilados ficaram um tempo por lá, foram levados para outro lugar e morreram. Até aí não acrescentou nada de novo. No entanto, eu perguntei se havia mais alguém no grupo de exilados, além dos seis desaparecidos, e do Albery. Então, ele falou que havia uma sétima pessoa.
IDÉIAS: Quem era essa sétima pessoa?
AP: Não posso revelar o nome. Mas foi a grande descoberta. Trata-se do motorista que conduziu os exilados até o local em que eles foram mortos.
IDÉIAS: Esse sétimo personagem era ou é ligado ao exército?
AP: Procurei no meu arquivo de pesquisa e constatei que essa sétima pessoa, o motorista, constava no material que coletei na Polícia Federal. Ele fazia parte do grupo do Albery. Acabei localizando essa pessoa em Foz do Iguaçu. Mas ele não quis nem quer falar comigo. Não aceita em hipótese nenhuma. Mas fala com um empresário de Foz do Iguaçu, o César Cabral, e também conversa com um agente da Polícia Federal, o Adão Almeida.
IDÉIAS: O que ele já contou para os dois interlocutores?
AP: Contou tudo. Nos mínimos detalhes. Ele disse que não matou ninguém. A operação foi articulada pelo Centro de Informações do Exército (CEI). O Albery foi a isca. A idéia foi atrair o grupo, que estava em Buenos Aires, para o Brasil, precisamente, para o Parque Nacional do Iguaçu, onde aconteceu a chacina.
IDÉIAS: Esse sétimo elemento apontou o local onde ocorreu o crime?
AP: Ele levou o César Cabral e o Adão Almeida até a Estrada do Colono e deu a localização de onde aconteceu a cilada.
IDÉIAS: Quando exatamente ocorreu o incidente?
AP: O grupo saiu de Buenos Aires no dia 11 de julho de 1974. Cinco deles morreram no dia seguinte, 12 de julho de 1974. O Onofre Pinto ficou no sítio. Decidiram preservá-lo. Mataram o Onofre no dia 13. O Élio Gaspari aponta que a determinação de matar o Onofre partiu de Brasília.
IDÉIAS: E onde foi o local da morte dos cinco?
AP: De acordo com o motorista, depois do Porto Lupion, pela Estrada do Colono, em direção à Serra Nova, e Medianeira, tem um rio. O motorista se lembrou do riozinho, onde hoje tem umas manilhas. Logo após o rio tem uma curva. Depois da curva, segue por seis quilômetros, aproximadamente. Ali foi a clareira. Ele foi três vezes no local. E, então, confirmou.
IDÉIAS: Como aconteceu a chacina?
AP: Os cinco foram levados até o local. Desceram do automóvel, uma Rural Willys, e caminharam. Era noite. Então, acenderam faróis. Um grupo de extermínio, formado por aproximadamente 15 militares, fuzilou os cinco. Eles foram levados para uma cova coletiva. Mas o motorista não sabe precisar onde. Estava escuro.
IDÉIAS: E o Onofre Pinto?
AP: Ele foi assassinado em Foz do Iguaçu. O corpo dele foi jogado no Rio São Francisco.
IDÉIAS: Esse ano foi realizada uma ação em busca dos corpos dos cinco desaparecidos...
AP: Em maio entramos no mato. O grupo era formado por 28 pessoas, incluindo policiais federais e florestais, biólogos do Ibama, membros do governo federal, antropólogos e eu. A equipe permaneceu por uma semana. Choveu durante o tempo todo. No quinto dia, o motorista foi levado, e todos nós tivemos de nos esconder: ele não poderia nem queria ser visto. Ele percorreu o local, acompanhado do Adão Almeida, da Polícia Federal. Novamente, confirmou que a cilada foi ali. Mas não sabia dizer onde estava a cova com os ossos, porque a chacina foi realizada durante o período noturno.
IDÉIAS: E o que fazer agora?
AP: Há mais pessoas que têm informações, e que moram aqui no Paraná. Uma delas vive em Curitiba. Cabe a essas pessoas colaborar com a busca. Trata-se de uma questão humanitária. As famílias dos desaparecidos precisam saber onde estão os ossos.
Publicado originalmente na revista Idéias nº 25 (agosto de 2005).

Trecho
A verdade restabelecida (pag. 335) Acompanhado pelo mateiro cruzei um banhado, provavelmente, a julgar pelas pegadas, um lugar onde as antas(...)

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