quarta-feira, 25 de janeiro de 2012

Lucio Flavio Pinto lança Tucuruí, a barragem da ditadura

O jornalista paraense faz um resgate histórico da construção da polêmica barragem de Tucuruí, no Pará, uma das grandes obras do período da ditadura militar no Brasil. Tucurui, a barragem da ditadura relata os lances que envolveram a hidrelétrica desde o início em 1974 até o término em 1985, mostrando que apesar da censura e da ditadura, o debate sobre a obra chegou à opinião pública por meio da imprensa.

Construída no Rio Tocantins, entre Belém (PA) e Marabá (MA), a hidrelétrica de Tucuruí, um dos grandes projetos de infraestrutura da ditadura militar na Amazônia, foi alvo de polêmicas e debates por parte da sociedade brasileira via imprensa e o jornalista Lucio Flavio foi o autor de grande parte delas. Quando foi inaugurada em setembro de 1984, seu custo ultrapassar em US$ 2,1 bilhões o custo inicial, totalizado US$ 4,7 bilhões. Oficialmente o governo só admitiu US$ 4,5 bilhões de custo, mas Lucio Flavio afirma que ultrapassaram mais de US$ 10 bilhões.
De acordo com seu relato, a hidrelétrica estoca em seu reservatório 45 milhões de metros cúbicos de água que movimentam 23 turbinas. Seis delas suprem de energia duas grandes empresas: a Albrás, em Belém, e a Alumar, em São Luiz do Maranhão. Três turbinas abastecem o Estado do Pará e o restante é exportado, transformando o estado em terceiro maior exportador de energia bruta do País.
Quase 30 anos se passaram. A ditadura não existe mais e o Brasil é um país democrático. Entretanto, os planos de construção de hidrelétricas na Amazônia herdados da ditadura, acabaram sendo retomados. Primeiro pelo governo Lula e agora pelo governo Dilma Rousseff. Em tempos de retomada de obras de infraestrutura como Belo Monte, no Rio Xingu e muitas outras, o relato de Lúcio Flavio pode ser precioso para aprofundar a reflexão e o debate sobre tais projetos.
Tucuruí, a barragem da ditadura é uma publicação do Jornal Pessoal, periódico que Lucio Flavio edita quinzenalmente há 24 anos. Nos últimos 19 anos, suas denúncias e reportagens lhe valeram – e ainda lhe valem – inúmeros processos judiciais, agressões e violência.

ISA, Instituto Socioambiental

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“Este é tempo de divisas, tempo de gente cortada. É tempo de meio silêncio, de boca gelada e murmúrio, palavra indireta, aviso na esquina.”
Carlos Drumond de Andrade