quarta-feira, 15 de fevereiro de 2012

Liderança contra ditaduras


O Arquivo Nacional acaba de receber o acervo do líder político Apolônio de Carvalho, brasileiro que lutou na Guerra Civil Espanhola, contra o ditador Francisco Franco, enfrentou o nazismo alemão lutando ao lado da Resistência Francesa, e integrou a luta contra a ditadura militar brasileira. Apolônio foi membro do Partido Comunista Brasileiro, fundador do Partido Comunista Brasileiro Revolucionário (PCBR), e ajudou a fundar o PT. 

O diretor-geral do Arquivo Nacional, Jaime Antunes, falou sobre a importância do gesto da família de Apolônio de Carvalho, que doou o material na véspera do dia em que o líder político, se estivesse vivo, completaria 100 anos. Uma iniciativa semelhante à das famílias do ator e compositor Mário Lago e do líder comunista Luis Carlos Prestes, que também doaram os respectivos acervos pessoais ao Arquivo Nacional. 

“São fotografias, vídeos, depoimentos, textos”, listou Antunes. “Nós cremos que esses gestos que vêm sendo tomados por familiares de grandes brasileiros, ativistas, intelectuais, contribuirão, com certeza, para que outras famílias sejam sensibilizadas a doar”. 

Antunes disse que esses acervos, somados aos acervos públicos da história contemporânea brasileira, poderão servir aos pesquisadores para a produção de conhecimento e preservação da memória nacional. Os depoimentos dados hoje por pessoas que conviveram com Apolônio serão também disponibilizados pelo Arquivo Nacional aos interessados. 

“A doação assume uma outra importância pelo aspecto didático, de que acervos da história brasileira precisam cumprir uma função social. E essa função é dada a documentos e arquivos quando são disponibilizados por uma instituição pública para um maior número de pessoas possível que têm interesse sobre esse tema ou sobre o período que retrata”. 

Apolônio de Carvalho nasceu em Mato Grosso do Sul, em 1912. Casou-se com Renée, jovem militante francesa da Resistência ao nazismo, que conheceu em 1942 e que se tornaria sua companheira para o resto da vida. Apolônio morreu em 2005, de pneumonia, aos 93 anos. (com Agência Brasil)

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“Este é tempo de divisas, tempo de gente cortada. É tempo de meio silêncio, de boca gelada e murmúrio, palavra indireta, aviso na esquina.”
Carlos Drumond de Andrade