sábado, 17 de março de 2012

Depoimento de Carlos Eugênio da Paz na novela "Amor e Revolução"(SBT)

Para quem não sabe, Carlos Eugênio Sarmento Coelho da Paz, deixou o Colégio Pedro II no Rio de Janeiro com 17 anos e ingressou na ALN - Ação Libertadora Nacional, para simplesmente ao lado de Carlos Marighella, derrubar a ditadura através da luta armada. E o hoje músico, escritor e militante no PSB-RJ, prossegue na sua luta, agora pelas reformas estruturais impedidas pelo golpe civil-militar de 1964, reformas estas que até hoje ainda não foram realizadas. Tudo o que ele viveu na luta armada e de resistência ao golpe civil-militar está descrito nos dois livros de sua autoria que são o "Viagem à Luta Armada" e o "Nas Trilhas da ALN". Ambos leitura obrigatória para quem quiser conhecer a verdadeira história do período.

No depoimento do Carlos Eugênio acima editado pelo SBT, e me parece com alguns cortes, é descrita a ação da ALN que eliminou o "carrasco civil dos porões militares", Henning Albert Boilesen (1916-1971), presidente do famoso grupo Ultra, da Ultragaz. Assistam abaixo o "trailer" de um filme documentário sobre a morte e vida deste empresário e torturador.
Carlos Eugênio Sarmento Coelho da Paz nasceu em Maceió - Alagoas em 23 de julho de 1950. Chegou no Rio de Janeiro em 1958, aos sete anos de idade. Estudou no Franco-Brasileiro, no Colégio Andrews e no Pedro II. Flamenguista desde Maceió e Marighellista desde 1966. Foi escoteiro no Grupo João Ribeiro dos Santos, viu o Aterro do Flamengo ser construído, viveu feliz nas ruas do Rio de Janeiro. Militante da Ação Libertadora Nacional - ALN, combateu de armas na mão a ditadura civil-militar de direita. Um dos poucos que conseguiu sobreviver, foi  para o exílio em 1973, passando oito anos em Paris. Lá estudou música, ciências sociais e fez amigos. Voltou ao Brasil em 1981 para assistir a morte de seu pai. Retomou a vida legal somente depois de ser anistiado pelo STF em maio de 1982. Suas grandes paixões são a música, a literatura e a política.
 


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“Este é tempo de divisas, tempo de gente cortada. É tempo de meio silêncio, de boca gelada e murmúrio, palavra indireta, aviso na esquina.”
Carlos Drumond de Andrade