terça-feira, 20 de março de 2012

General Frota: um nacionalista levado pelo golpe ao ninho conservador

Por Rogério Medeiros
O personagem desta postagem é um militar cearense que serviu no 38º BI e acabou na política do Espírito Santo, integrando os quadros do PSD, ainda nos anos 40. Começou como chefe de polícia no governo Jones dos Santos Neves e depois elegeu-se deputado estadual e federal. Foi presidente de um movimento de massa que resultou na encampação da Companhia Central Brasileira de Força Elétrica, hoje Escelsa, e como deputado estadual viveu o golpe militar: José Parente Frota.

Casou numa tradicional família capixaba que hoje tem como seus expoentes os advogados Erildo e Rodrigo Martins. Pode-se dizer que esse militar cearense foi um capixaba de sotaque nordestino, pois desenvolveu um trabalho político de unidade do PSD, de Carlos Lindenberg e Jones dos Santos Neves.

Além do seu trabalho partidário, Frota, como era conhecido nos meios políticos, destacou-se pela sua origem de oficial de formação nacionalista, tendo-se juntado aos movimentos sindicais e estudantis, contudo, o regime militar que se instalou no país a partir de 64, haveria de aprisioná-lo no partido dos golpistas, a Arena, ofuscando o seu lado nacionalista e o separando do movimento popular. Faleceu nos anos 80, após cumprir o seu último mandato de deputado federal pela Arena, mas o registro que ficou foi de uma figura histórica do PSD.

Rogério - O senhor era deputado estadual e presidente da movimentação de encampação da Central Brasileira (hoje Escelsa) no golpe militar de 64.



Foto: Arquivo Pessoal
  

Frota - O movimento pela encampação da Central Brasileira surgiu de uma conscientização do povo do Espírito Santo, de que o Estado não podia evoluir, se o Estado não dominasse a distribuição de energia. O Jones (governador Jones dos Santos Neves), que foi um grande governador, governo que eu servi com chefe de Polícia, travava uma luta contra a Central Brasileira, mas com muita dificuldade de encampá-la. Mas ao mesmo tempo construía uma hidrelétrica. A de Rio Bonit,o e com recursos do Estado. Não valia a pena entregar a sua distribuição a Central Brasileira. Distribuição é o filé mignon do processo. Aí fizemos o movimento de encampação A Central Brasileira era truste canadense. Ele atuava também no Rio Grande do Sul. Mas Brizola encampou quando estava no governo. Entrei também para não deixar o movimento cair na mão dos comunistas.

- Como era ela?
- Comissão Pró-Encampação da Central Brasileira. Dessa comissão participavam quase todos os deputados estaduais, quase todos, nós éramos naquele tempo oposição. Governava o Estado o Chiquinho (Francisco Lacerda de Aguiar). Ele tinha ganho as eleições do Jones dos Santos Neves. Tínhamos no movimento muitos companheiros do governador e ele era favorável à encampação. Os municípios que eram servidos pela energia da Central, eram Vitória, Vila Velha, Cariacica, Serra, Cachoeiro de Itapemirim, Rio Novo do Sul, todos esses municípios participavam efetivamente desse movimento, que foi vitorioso, porque o povo cerrou fileiras, fez o movimento de ninguém pagar a conta de luz. Foi um movimento vitorioso.

- Isso foi em 64?
- Não. Antes. O movimento todo foi antes de 64. Depois de 64, com a perda das Franquias democráticas, com a pressão do governo, acabou tudo. Deu resultado absoluto, ótimo, porque a Empresa ficou de joelhos. Quando estava no ápice do movimento, havia uma greve quase total, 90% da população de Vitória, mais ou menos 80%, de Vila Velha, 70%, 90% de Cachoeiro, R.N do Sul , não pagavam a taxa de energia elétrica. Então eles ficaram coagidos, e o advogado da empresa, o meu amigo Nuno Santos Neves me procurou, buscando entendimentos e eu que tinha admiração por ele, que tinha sido secretário de Interior e Justiça do Governo Jones, tinha sido indiretamente meu chefe, pois eu era chefe de Polícia e estava vinculado a ele e eu disse que o movimento não era contra pessoas, que nós absolutamente, se ele quisesse eu conduziria eles a um entendimento com o pessoal, com a direção do grupo pró-encampação, e ele se prontificou e nós tivemos os entendimentos, e ele viu que o movimento tava forte, então ele propôs os entendimentos e nós dissemos para ele que a condição básica era a Central Brasileira mudar seu modo de agir, sua política energética, nós tínhamos grandes reivindicações, por exemplo, Vitória queria crescer no setor industrial e a coisa mais difícil era se obter disponibilidade de energia, Vila Velha idem, Cachoeiro idem, e ele levou a nossa exigência para lá e estava estudando, mas como estava para uma decisão final, eclodiu a revolução de 64 e a situação com relações de força ficou muito difícil para nós porque o movimento era cavado por alguns de movimentos extremistas, se bem que o povo nunca achou isso, porque o povo nos deu apoio, e tanto isso não era verdade, que a revolução vitoriosa, resolveu encampar como encampou a Central Brasileira .B.F.E.

- Quem eram os participantes da cúpula de Comissão?
- Eu fui o presidente, havia representantes de todos os sindicatos de Vitória (Arrumadores, do Porto). Existia uma Entidade , que não recordo o nome no aspecto de coordenadoria dos sindicatos, Conselho Intersindical me parece, e o Santana era representantes deles, e deputados estaduais, por exemplo: o deputado Cristiano Dias, fazia parte, Pedro Leal, embora não fossem assim participações muitas ativas, mas eles participavam de reuniões, houve uma espécie de Simpósio no Carlos Gomes, que houve uma participação de todas comunidades de Vitória, Vila Velha, Serra, Viana, e lá, me lembro bem, o deputado Pedro Leal teve uma participação efetiva e houve uma passeata também, no começo do movimento, eu me lembro bem que o Cristiano estava no meu no lado no desfile, na passeata que foi na Jerônimo Monteiro. Fizemos isso também em Cachoeiro e recebemos o apoio do prefeito de Cachoeiro que era vinculada a UDN, Abel Santana, que deu apoio ostensivo e firme ao movimento.

- Os militares não confundiram o movimento com o do Jango?
- Sim. Mas ele não tinha vínculo nenhum. Nisso eu quero fazer justiça aos estudantes tão perseguidos pela Revolução. Tivemos no movimento a participação entusiástica dos jovens estudantes, acadêmicos de direito, engenharia, medicina, todos participavam nessa greve. Fizemos até piquetes na frente da Central, onde era a tesouraria, e os estudantes é que faziam piquetes em frente às agências da Central Brasileira, tanto em Cachoeiro, Vila Velha, Vitória, Cariacica, quase tudo era concentrado ali na praça... os estudantes tiveram participação efetiva, valorizaram muito o movimento, foram a força maior do movimento, principalmente os universitários.

- Com o golpe militar o movimento acabou?
- Houve uma paralisação geral, todo mundo ficou sem saber o que ia acontecer, e houve logo nos primeiros dias da revolução o ato institucional nº 1 que cassou muitos mandatos, então não havia liberdade de pensamento, havia censura, a Assembléia focou sob censura também...

- Como ficou o senhor diante do golpe?

Foto: Arquivo Pessoal
  

- Pouco antes da revolução, uns 3 dias antes, a minha mulher foi internada no hospital do Rio de Janeiro para fazer uma operação de útero, e eu fui com ela, quando estive depois da operação na casa de um primo meu, que morava na rua Redentor 307, o major do Exército José Leôncio Pessoa de Andrade, herói da FEB, tinha sido reformado, era incapaz, tinha perdido metade do pé, e essa casa dele era defronte a casa do Dutra, então quase todos os dias, a noite, nós ficávamos na calçada, eu, ele e outros, e vinham diversos oficiais que iam na casa do Dutra, que passavam, conversavam conosco e trocávamos idéias. Sobre a revolução nós estávamos sempre comentando isso, 2 ou 3 dias depois. Quando ao retornar para a residência do meu sobrinho, recebi um telefonema de um parente meu Erildo Martins, dizendo que estava uma exploração muito grande, na Assembléia, tinha havido um programa de TV entre o Harry Bracelos (também oficial do exercito e deputado) e o deputado Élcio Pinheiro Cordeiro, os dois lançando uma suspeição sobre a minha conduta, a minha ação como presidente dessa comissão, e que era bom que eu viesse para explicar. Eu então no dia seguinte deixei minha mulher convalescendo, peguei um ônibus e vim para Vitória e pronunciei na Assembléia um discurso completo, longo, detalhado, minucioso, e explicava toda minha ação e assumindo inteira responsabilidade pelo movimento, e não tinha nada e se tivesse outra oportunidade, eu participaria do movimento. E fazia um apelo ao presidente Castelo Branco, que encampasse a Central Brasileira que ele daria um grande impulso ao desenvolvimento econômico e social do Estado. Foi o que foi feito, a revolução pouco depois decretou a encampação da Central Brasileira e criou aqui uma subsidiária da Eletrobras que é a Escelsa, e daí por diante nós nunca mais tivemos falta de energia. O Espírito Santo se expandiu a partir daí. Agora, voltando atrás quanto ao movimento, eu me lembro bem que era presidente da Assembléia, o Dr. Adalberto Simão Nader, eu fiz um discurso, de grande repercussão, foi ouvido com grande atenção por todos os meus pares, todos os deputados e o deputado Harry, só aparteou para dizer no final do discurso que estava satisfeito com a explicação, e o então deputado Élcio Pinheiro Cordeiro só balançava a cabeça enquanto eu fazia o discurso e nem sequer aparteou. Não sofri nenhum prejuízo com a revolução de 64, que dois anos depois eu me elegi deputado federal e portanto me separei do Estado e passei a gravitar mais em torno de Brasília.
Mas o sr. não participou do chamado "movimento revolucionário"?

Foto: Arquivo Pessoal
  


- Não, não participei, estava inteiramente à parte, ignorava o movimento. Bom, o meu problema é o seguinte: o movimento de 64, na chefia do movimento, tinha pessoas que eu conhecia e que tinha grande admiração por elas, por exemplo: Humberto Castelo Branco, além de ter um ponto de contato, que ele e eu somos cearenses, ele tinha sido meu instrutor chefe na Escola Militar, quando eu era cadete, tinha uma missão militar francesa na Escola Militar e ele era o secretario dessa comissão, uma espécie de ponte entre a direção da escola e a missão militar instrutora francesa. Eu tinha grande admiração por ele, pela sua capacidade de comando e por seu grande poder como instrutor, era excelente e capaz como instrutor. Tinha outro elemento da revolução que era o Gal. Costa e Silva, que tinha sido também comandante de uma Cia de Cadetes, quando eu era cadete e que eu tinha admiração por ele, porque observava, eu como aluno já do 3º ano tinha muito contato com os do 1º ano na instrução tinha muito contato com ele e também o comandante da Cia, que era o capitão Costa e Silva e causou muita admiração por sua capacidade de comando, dedicação ao trabalho, assistência, pelo amor que cuidava das suas atividades de comandante. E aqui no 3º BC, eu tinha o Newton Fontoura de Oliveira Reis, que apesar de eu não ter procurado mais ele aqui, eu sempre que me encontrava com ele na sociedade, não ia a quartel para bater papo com ele, mas sempre que encontrava com ele em coquetéis, solenidades, ele sempre me tratava com muita cortesia e muito apreço.

- Tem um episódio que envolve o corpo de militares daqui e o partido que era do Sr. (PSD). O episódio da deposição do Chiquinho. Houve atuação em Bloco do PSD, a partir do próprio jornal A Gazeta com denuncias seguidas de corrupção e depois houve todo envolvimento da área militar no sentido de afastar o Chiquinho da vida pública. Esse episódio o sr participou?
- Esse eu participei. Mas já não era o Newton Reis comandante. Era o Coronel Bandeira de Melo, que hoje está em SP. Nós éramos minoritários na Assembléia e combatíamos o Chiquinho, nós éramos oposicionistas. Nós não dávamos de fato, nenhum quartel ao governo Chiquinho, nenhuma trégua. E a Gazeta, completava o esquema, que era do Carlos Lindemberg (que tinha ficado muito amargurado porque havia sido derrotado para o Senado). O líder era o deputado Cristiano Dias Lopes e eu era um dos vice-líderes, o chefe do movimento de combate ao Chiquinho era o Cristiano. Era eu, o Tufy Nader e o Cristiano.

- Eu ouvi de outro político envolvido nesse caso da deposição do Chiquinho, que havia entrosamento da bancada do PSD e principalmente do Cristiano, com a guarnição militar, como ela tinha investigações feitas, os resultados dessas investigações eram entregues a bancada, reforçavam as provas que eram usadas no processo contra o Chiquinho...
- Isso eu não sabia, o que eu sabia era que de fato nós tínhamos alguma troca de idéias, porque nós estávamos no mesmo barco, também havia coincidência de objetivos, nós queríamos derrubar o Chiquinho e a guarnição também por razões diferentes das nossas, que eram políticos, porque entendíamos que ele era demagogo, não levava a sério a coisa pública, nos hostilizavam politicamente em nossas bases. Nós tínhamos razões políticas para combater o Chiquinho. E os militares tinham razões políticas e revolucionarias, mas houve um certo momento que houve coincidências das duas linhas de força, e me lembro que eu mesmo às vezes ia ao Quartel, solicitado pelo Bandeira, fui na companhia do Cristiano, e estudamos com ele e trocamos informações sobre a conduta política, de modo geral do estado envolvendo o Chiquinho.

- A Assembléia fez uma CPI para cassar o Chiquinho.
- A idéia no começo era cassar o Chiquinho sumariamente, mas depois houve um acontecimento, que eu não sei avaliar bem o porque que em comunicação do Cel. Dilermano Monteiro com o Planalto, que chegaram a um entendimento, que fosse formada a CPI, para dar um parecer sobre o IPM, que havia sido realizado pela guarnição 3ºBC, e os demais fatos denunciados pela bancada. Tinha a favor dele o depoimento do Magalhães Pinto (governador de Minas Gerais), o depoimento do senador Eurico Rezende, que na época era poderoso senador e vice-líder do governo, que deram apoio ao Chiquinho. Mas ele acabou sendo absolvido, mas com a obrigação de renunciar. Que foi a fórmula encontrada, que o governo acertava aquela decisão da comissão por dois votos a um, que absolvia o Chiquinho, mas com a obrigatoriedade dele que apresentasse seu pedido de renúncia e foi o que ele fez.

- Entregou para o deputado estadual e presidente da Assembléia José Moraes, mas quando foi absolvido mandou recolher a carta de renúncia?
- O que eu sei é que num determinado dia, o general Dilermano se impacientou e mandou dizer ao Chiquinho que dentro de 48 horas entregasse o pedido de renúncia por escrito, ou ele seria cassado. Ele autorizar José Moraes a entregar na Assembléia. O deputado Élcio foi cassado em conseqüência da renúncia do Chiquinho. O Élcio tomou uma posição frontal, defendendo o Chiquinho, ele era muito valente, violento e arbitrário, eu tenho magoa dele, porque tentou em 64 me envolver como adversário da Revolução. Mas eu faço justiça a ele na deposição do Chiquinho. Ele foi desassombrado na defesa do Chiquinho.

- Desassombrado e desafiante...
- Desafiante ele foi, mas ele começou a desafiar depois que o Chiquinho foi cassado, depois que o Chiquinho renunciou, que assumiu o governo o vice Rubens Rangel, ele começou a pronunciar uns discursos na Assembléia, muito virulentos, atacar os militares do 3º BC e os militares de um modo geral e a Revolução no seu todo. Fez discursos violentíssimos. Eu mesmo vi vários discursos violentíssimos, então a guarnição preparou a documentação toda e pediu a cassação dele. Mas não houve choque propriamente conosco não, porque nosso objetivo tinha sido atingido, veja bem, que era fazer o Chiquinho renunciar, perder o mandato, nós queríamos era isso, mesmo porque o vice-governador Rubens Rangel (PTB), que assumiu passou a nos dar força, prestígio, embora tenha sido por outra legenda partidária, passou a nos ajudar politicamente, e então nós não tínhamos nada. Agora o Élcio passou a atacar, desafiar os militares e a revolução, porque ele ficou desarvorado, tomado de ódio, achando que tinha sido uma injustiça horrorosa a cassação do Chiquinho, mas não era propriamente contra nós, tanto que ele não tinha choque nenhum conosco, apenas nós tiramos o corpo fora, a briga não era nossa, nós não apartávamos, não elogiávamos, muitos se retiraram do plenário para não ouvir aquilo, aquela cantilária, tava passando mesmo, era afrontosa, estava nos chocando profundamente, e todo mundo estava sentido que ele ia ser cassado e nós não queríamos contribuir para isso, então nós tínhamos um bom relacionamento com ele, que ficava enfurecido quando recebia aparte contra o que estava dizendo, então nós nos esquivávamos.

- Vamos finalizar: o Sr. acha que o golpe mudou muito a vida política do Estado?

Foto: Arquivo Pessoal
  
- A Revolução, no meu modo de entender, cometeu uma série de erros: 1º: Acabar com os partidos políticos; 2º: embora agindo, admito até sem muita consciência, ela acabou com todas as lideranças políticas, civis e militares. 3º: a mudança das estruturas sociais que a revolução poderia ter feito, não fez. Apenas tangenciou os problemas. Por exemplo, a Reforma Agrária, não foi feita, que é uma necessidade imperiosa, é uma exigência para o progresso nacional. Ainda agora mesmo na reunião de Itaici, os Bispos, por unanimidade, só dois bispos votaram contra a reforma agrária para o Nordeste, é urgente, lá não tem solução enquanto não houver uma reforma agrária. Com apenas dois partidos, Arena e MDB, houve estagnação política. Criou-se dois partidos. Eu fui para a Arena. Castelo cometeu esse erro. Nós tínhamos opção MDB e Arena. No MDB não tinha vínculo nenhum, amigo nenhum, pelo contrário era o bloco do outro lado que não tinha relacionamento nenhum. No grupo que ia ficar na Arena, eu ainda tinha Carlos Lindenberg, Cristiano Dias Lopes Filho, pessoal do PSD, todos se encaminharam para lá e deram apoio À Revolução, e o Juscelino levou o PSD todo a votar no Castelo para presidente. Então a revolução passou ter apoio do PSD. Então eu fiquei aqui entre a cruz e a caldeirinha, embora não tivesse de acordo com certas decisões revolucionárias, eu tinha todo o meu grupo de amigos de correligionários estavam do lado de cá, então eu resolvi ir para Arena.

Me elegi deputado federal pela Arena, com apoio do velho PSD. Repetiu o mandato mais 2 vezes na Arena. Eu tive 20 anos de mandato e mais um ano, no final de minha vida política quando deixei a Secretaria de Segurança Pública e fui para o lugar do Feu Rosa, e passei mais um ano lá na Câmara. Agora até 82. Essa é a minha história, a história de uma nacionalista dentro de partidos conservadores. Na soma não fui mal. Creia. 
Fotos do arquivo pessoal de Rogério Medeiros. 

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“Este é tempo de divisas, tempo de gente cortada. É tempo de meio silêncio, de boca gelada e murmúrio, palavra indireta, aviso na esquina.”
Carlos Drumond de Andrade