sexta-feira, 17 de junho de 2011

Cleodon Silva, A morte de um líder operário

Foto facebook
Publicação facebook: José Bazilio Moreira Júnior
Postagem: Dag Vulpi
Por: Alipio Freire*
 
"A morte de um líder operário"

Terça-feira, 7 de junho de 2011: falece em São Paulo, aos 63 anos, o líder metalúrgico Cleodon Silva. A grande bandeira nacional da Praça dos Três Poderes não foi hasteada a meio-pau. A grande maioria dos brasileiros sequer ficou sabendo.

Em seu texto de despedida, “Vá Silva, seu visionário com olho de águia!”, que circula na internet, Vito Giannotti – companheiro de Silva desde os anos 1970, nos conta:

“Em 1971, desembarcou na velha rodoviária de São Paulo um dos milhões de nordestinos que deixavam Pernambuco rumo ao Sul Maravilha. A maravilha que Cleodon buscava era a revolução, a grande Revolução Socialista. Na sua mala de couro, trouxe duas armas, que o acompanharam por longos anos até serem trocadas pela internet: uma velha máquina de escrever e um reco-reco, espécie de mimeógrafo artesanal. Com este arsenal iria se integrar à luta da Oposição Sindical Metalúrgica para lutar contra os patrões, os pelegos seus capachos e aliados e contra a Ditadura instalada a serviço do capital”. Nenhum militante sindical daqueles anos desconhece a importância da Oposição Sindical Metalúrgica de São Paulo, seu vigoroso trabalho de contestação da estrutura sindical, e de organização dos operários no interior das empresas; a eleição ganha, mas fraudada pelos pelegos e patrões em 1978; ou os 11 dias da greve dos metalúrgicos de São Paulo de 1979, com 80% da categoria parada.

Nenhum de nós desconhece Cleodon Silva e seus camaradas de luta: Olavo Hansen e Santo Dias da Silva (ambos assassinados pela ditadura); Carlúcio Castanha (já falecido); Vito Giannotti, Sebastião Neto, Hélio Bombardi ou o Marron; Anízio Batista, ou Cloves Castro; Edésio, Carlão (Delmar Mattes), Maria Lúcia Torres ou o Vicente; Waldemar Rossi, Raimundinho, Farinazzo e tantos outros.

Hoje, quando discutimos a Comissão da Verdade, da Memória e da Justiça, é indispensável que registremos esta saga.

Esta, a nossa maior homenagem ao Cleodon Silva, a todos que já se foram, aos que permanecem e aos que virão.

*Jornalista, escritor, poeta, da equipe do Brasil de Fato

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Marco Lisboa Eu pensei em compartilhar este texto que li hoje no trabalho. Parabéns companheiro por tê-lo feito.
José Bazilio Moreira Júnior ‎"A todos que já se foram, aos que permanecem e aos que virão.", a luta sempre continua. Obrigado companheiro.
Teca Notari Silva é um daqueles que nunca capitulou: Viveu a luta; viveu para a luta; não acreditou no fim da história. 

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Carlos Drumond de Andrade