quinta-feira, 5 de abril de 2012

Jornalista Messias Pontes expõe sua visão sobre ´A verdade do golpe de 1o de abril de 1964`

Por Messias Pontes*

A verdade do golpe de 1º de abril de 1964 - Messias Pontes

"Os democratas brasileiros estão empenhados na elucidação dos crimes cometidos pelos agentes do Estado – civis e militares – durante a ditadura militar.
Todos querem ver logo constituída a Comissão Nacional da Verdade, cuja lei foi sancionada pela presidenta Dilma Rousseff, no dia 18 de novembro de 2011.
A Comissão da Verdade vai procurar elucidar os crimes de sequestro, tortura, assassinato, ocultação de cadáveres, quem os praticou e quem ordenou.
Organismos internacionais estão colocando o Brasil no banco dos réus, porque ainda hoje não apurou e puniu esses covardes criminosos.
Porém tão importante quanto esclarecer os crimes da ditadura é contar a verdadeira história do golpe militar.
É preciso que se diga que o golpe não é um ato, mas um processo, e esse processo começou a ser gestado dez anos antes, ou seja, em 1954, quando tentaram derrubar o presidente Getúlio Vargas, acusando-o de corrupção e outras baboseiras mais.
Porém Getúlio abortou o golpe dando um tiro no peito, causando uma comoção nacional que amedrontou os golpistas.
Em 1962 e 1963, o IBAD – Instituto Brasileiro de Ação Democrática – investiu milhões de dólares financiando programas de rádio em todo o Brasil para falar mal do governo do presidente João Goulart; investiu outros milhões de dólares para eleger uma grande bancada federal de direita, alinhada incondicionalmente ao imperialismo norte-americano.
O embaixador dos Estados Unidos, Lincoln Gordon, mantinha estreita ligação com os setores mais reacionários, como a famigerada TFP e os setores mais conservadores da igreja católica.
O temor do presidente norte-americano, John Kennedy, era que o Brasil, pela sua posição estratégica, desse uma guinada à esquerda.
Ele temia principalmente a ascensão dos movimentos populares porque estes apoiavam as reformas de base propostas pelo presidente Jango, como as reformas urbana e agrária, o voto do analfabeto, a nacionalização das refinarias de petróleo e a limitação em 10% da remessa de lucro das empresas estrangeira.
Nos colégios e academias militares se ensinam que houve uma “revolução democrática” em 31 de março para “salvar o Brasil” do comunismo.
Tudo isso é mentira, pois o golpe foi em 1º de abril e não teve nada de democrático, mas sim uma quartelada orientada e financiada pelos Estados Unidos."

Messias Pontes*, jornalista pertecente ao núcleo tradicional do Partido Comunista no Ceará, foi um dos que sofreram com a Ditadura de 64. Para ele, a Comissão de Verdade é um organismo que se impõe, para promover bastantes reparos.

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“Este é tempo de divisas, tempo de gente cortada. É tempo de meio silêncio, de boca gelada e murmúrio, palavra indireta, aviso na esquina.”
Carlos Drumond de Andrade